Toca celular, corre pro banho se não o sono volta. Companheira reclama, levanta e faz café. Bebê acorda, canta para pedir mamá. Papai ou mamãe dá de mamá. Geralmente mamãe. Onde está a toalha, a calça, a meia, o cinto... sinto muito, se vira negão!!! Beijo na testa da querida. - Na testa não!!! É coisa exageradamente fraternal. Na boca! 'E me beija com a boca de café...' 'Quero que você venha comigo, todo dia!!!' Todo dia não dá!!! Um amasso no bebê! Ele ri de tudo! Estou perto do paraíso... Pego o carro, chove, embaça o vidro, ligo o rádio: recorde de trânsito em São Paulo e ninguém fala do trânsito na porta da sua casa!!! Ninguém deixa fazer o retorno. Reza e soca o carro!!! Parece que no trânsito da cidade somos, paradoxalmente, invisíveis!!! Muda de estação e no rádio toca uma canção que me faz lembrar você e fico louco de emoção... Que vontade de pegar a faixa do busão! Que vontade de pegar você!!! Não, você é um exemplo! Mas todo mundo pega! Vai pega só um pouquinho! Não, não!!! Definitivamente não! Assuma as consequências. Chego atrasado... o camarada da portaria já me abre o portão de longe... gente boa, gente rara, daquelas que não espera nada em troca... alunos no corredor, uns abraçam, beijam... outros???: - Você veio??!! Quero tê aula não sor!!! Ainda tenho que escutar isso. Não tem mais trema!!! O mundo está ficando cada vez mais bruto. Meu aluno tinha razão. E dia ainda é loooooonnnnnnngggggggooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Secos e Molhados y Julio Cortázar: la danza que ninguna Isadora danzó
Estava ouvindo Secos e Molhados, volume II, de 1974. Eis que a primeira música do álbum, Tercer mundo , é um fragmento de La prosa del observatorio , de Julio Cortázar, musicalizado por João Ricardo. Os álbuns (o primeiro volume é de 1973) trazem musicalizações de poemas de Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Cassiano Ricardo, Fernando Pessoa e João Apolinário (poeta e jornalista português, pai de João Ricardo). A proposta de mistura de ritmos e influências musicais assusta na teoria, porém, na prática, é impossível ouvir os álbuns uma única vez. Trago um fragmento do texto de Cortázar; a parte musicada por João Ricardo, e cantada divinamente por Ney Matogrosso; e uma proposta de tradução. Fragmento de la obra La prosa del observatorio , de Julio Cortázar: (…) Todavía no hemos aprendido a hacer el amor, a respirar el polen de la vida, a despojar a la muerte de su traje de culpas y de deudas; todavía hay muchas guerras por delante, Acteón, los ...
Comentários
Postar um comentário