Estava ouvindo Secos e Molhados, volume II, de 1974. Eis que a primeira música do álbum, Tercer mundo , é um fragmento de La prosa del observatorio , de Julio Cortázar, musicalizado por João Ricardo. Os álbuns (o primeiro volume é de 1973) trazem musicalizações de poemas de Vinícius de Moraes, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Cassiano Ricardo, Fernando Pessoa e João Apolinário (poeta e jornalista português, pai de João Ricardo). A proposta de mistura de ritmos e influências musicais assusta na teoria, porém, na prática, é impossível ouvir os álbuns uma única vez. Trago um fragmento do texto de Cortázar; a parte musicada por João Ricardo, e cantada divinamente por Ney Matogrosso; e uma proposta de tradução. Fragmento de la obra La prosa del observatorio , de Julio Cortázar: (…) Todavía no hemos aprendido a hacer el amor, a respirar el polen de la vida, a despojar a la muerte de su traje de culpas y de deudas; todavía hay muchas guerras por delante, Acteón, los ...
POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE “Desconfie do historiador que nunca foi preso”. Quem disse isso foi Fernand Braudel, historiador francês, encarcerado durante vários anos pelos nazistas, depois de viver no Brasil onde foi professor da USP (1935 a 1937). Sua frase, dita no contexto da 2ª. Guerra Mundial, não é para ser tomada ao pé da letra. Ele não quer desqualificar quem não experimentou o cárcere, mas apenas chamar a atenção para o compromisso do historiador com o seu tempo. Em tempo de guerra e de ditadura, a prisão constitui um indício de tal compromisso. Tempo de guerra parece ser o momento que vive hoje a Universidade Federal de Rondônia (Unir), cujos professores e alunos estão em greve desde o dia 14 de setembro. O que querem os grevistas? Apenas impedir a destruição da universidade. A greve não é sequer por salários, mas por condições de trabalho. A Unir está caindo de podre, como atesta um Laudo de Vistoria Técnica feito em 21 de outubro de 2011 pela Diretoria de Serviços Técnic...
Estar numa sexta-feira à noite em casa diante de uma tela de computador lendo blogs et coetera... Fez-me refletir um pouco... Meu blog que tanto prometi atualizar, anda às moscas desde 13 de dezembro passado... Correria, trabalho, trabalho, trabalho... Então por quê não começar a atualizá-lo com um texto que me devo (ou devo a uma amiga) há muito tempo? Em 2005 fui agraciado (essa palavra tirei de um texto da APEESP, adorei) com uma bolsa de estudo do governo Espanhol para um curso de atualização de professores de espanhol, ¡por supuesto!. Bolsa lograda, malas feitas, beijo na namorada e ¡olé toro! Fiquei dois meses hospedado em Madrid no Colegio Mayor Nuestra Señora de Guadalupe. Havia muitos professores de espanhol de todas as partes do mundo. Tínhamos aulas das 9h às 14h, passeios culturais à tarde e finais de semana livres... Livres e que eu muito bem soube como preencher, não somente eu, mas alguns outros que resolveram torrar os seus euros recebidos pela bolsa não em mp3, pen dri...
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